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Saiba como colaborar para a prevenção de infecções hospitalares

Mesmo sem intenção, acompanhantes podem ser o veículo para agentes infecciosos. Celular é um dos grandes vilões

O ambiente hospitalar possui padrões rígidos de higiene e assepsia como forma de garantir qualidade no tratamento e recuperação dos pacientes. Uma pessoa já debilitada está ainda mais vulnerável a qualquer interferência externa, principalmente infecções.

Por isso o Instituto Saúde e Cidadania – ISAC, responsável pela gestão compartilhada do Hospital Municipal de Araguaína (HMA), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Araguaína Sul e Ambulatório Municipal de Especialidades (AME), alerta os acompanhantes de pacientes internados para que não se tornem, mesmo que de forma involuntária, veículos de agentes causadores das diversas infecções hospitalares.

Levando em conta a quantidade de pessoas adoecidas em um hospital, o acompanhante acaba se tornando um enorme reservatório de micro-organismos. Existe um grande esforço para impedir a proliferação, mas todo o trabalho pode acabar sendo ameaçado por atitudes consideradas “inocentes”.

Vilão moderno

Adriano Rocha e Silva, gerente de Enfermagem do ISAC em Araguaína, explica que as unidades contam com um Serviço de Controle de Infecção Hospitalar para oferecer segurança aos pacientes. “São protocolos e medidas que asseguram um ambiente limpo e propício para os tratamentos”.

Um item comum e que poucos sabem do potencial infeccioso são os telefones celulares. Uma pesquisa realizada nos EUA apontou que o aparelho pode ser mais sujo que um banheiro. Dezenas de milhares de bactérias podem ser encontradas no celular.

“É muito comum que os acompanhantes deixem os pacientes mexerem no aparelho para se distrair e o risco é enorme. Por isso que proibimos o uso do celular em várias alas do hospital”, comenta Adriano.

Conheça outros comportamentos simples que são decisivos para evitar infecções hospitalares:

1 – No momento da entrada e permanência no hospital é importante a lavagem correta das mãos. Nos banheiros das unidades, há adesivos indicando como fazer.

2 – Não levar para o hospital alimentos, travesseiros, lençóis e brinquedos de pelúcia.

3 – Não dormir ou permanecer sentado na cama do paciente, principalmente pacientes pós-cirúrgicos.

4 – Não deixar pertences (sacolas, bolsas, roupas e celular) e restos de alimentos na cama do paciente.

5 – Não encostar a cama do paciente na parede, pois pode haver bactérias ou outros micro-organismos infectantes.

6 – Não permitir que o paciente fique sentado ou deitado no chão, pois é um local com risco de contaminação.

7 – Não ficar transitando em outros quartos ou corredores do hospital, pois os pacientes são distribuídos nas enfermarias de acordo com sua patologia.

8 – Respeitar sempre os horários de troca de acompanhante, e horário, tempo e quantidade de visitantes por paciente.

Thainá Leal, coordenadora do Serviço de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde – SCIRAS, lembra que os bons hábitos surgem com o comprometimento diário.

“Essas atitudes parecem simples, porém podem, com certeza, salvar vidas. Muitas vezes, nós que trabalhamos no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar somos até mesmos taxados de ‘chatos’ por estarmos constantemente cobrando a adesão a essas práticas, todavia o que de fato estamos querendo é que nosso paciente se recupere o mais rápido possível e não adquira nenhum dano a mais no seu processo de recuperação”.

Equipe ISAC

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